ruminante’s Weblog


Youtube or not tube…
Março 29, 2008, 1:14 am
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Tudo é arte?
Março 28, 2008, 4:54 am
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Tecnologia e arte segundo Banksy

Para mim e para professores, estudantes de arte, pensadores , apreciadores e até para quem não entende muito do assunto, a arte provoca a revolução. De alguma maneira ela transforma, faz refletir, mesmo que inconsciente algo em nós. Depois de se deparar com alguma obra, o observador tem algum tipo de estranhamento, por mais insignificante que seja. Além disso, a arte é diferente aos olhos de cada um que a vê o que faz com que nem sempre se entende aquilo que o artista realmente sentia no momento da criação. É essa liberdade de provocações que a arte insita que faz com que algumas vezes ela seja banalizada e qualquer coisa possa se chamar arte.

A exposição File que teve a intenção de reunir tecnologia e arte em suas peças é uma prova disso. Qualquer coisa em termos tecnológicos, interativos e mecânicos foi chamado de arte. O que a meu ver pareceu muito mais uma mostra científica das inovações que a tecnologia proporciona, foi reunido em ”peças” de artistas de diferentes países para tentar mostrar que também existe arte através da tecnologia. Dessa última afirmação eu não tenho dívida, pode existir sim, mas o que vi lá pouco se aproximou de arte.

Salvo alguns projetos como o que Paula Perissinotto que consistia numa central telefônica ao digitar de uma tecla com uma atendente que nos fazia misturar a idéia de tecnologia e sentimentos conflituosos por meio dela, isso foi interessante. Isso provocou.  A de Tim Coe com Metamorfque apresentou telas cheia e zooms inusitados de distanciamento e novas formações de imagens também foi instigador com a visão refetida dos níves de distância sobre as coisas.

De resto, nada passou de pura interação através de games e criações tecnológicas dignas da mostra de tecnologia da PUC e não do Santander Cultural.  De qualquer forma foi importante para ver o quando ainda engatinhamos quando o assunto é arte, tecnologia e vice-versa.     

Aí acima segue um desenho retirado do site de Banksy que mistura terrorismo poético com intervenções urbanas pelo mundo. Para falar de tecnologia e arte, achei que seria propício. Confere o site: http://www.banksy.co.uk/



Web 2.0 derrubando fronteiras
Março 28, 2008, 4:19 am
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Teria a internet sempre disponibilizado essa tal interatividade que tanto se fala e a tendência 2.0 de hoje não seria só uma grande jogada de marketing para chamar a atenção? Bom, conspirações à parte, vamos falando do que interessa: Web 2.0!

O troca-troca de conteúdo via World Wide Web(nunca consigo pronunciar direito) deu nisso. A web 2.0 se tornou um conceito atual do que as novas tecnologias podem proporcionar. A dinâmica de alteração do que estava estabelecido num texto, a inclusão imediata de vídeos engraçadinhos, criativos ou até do cotidiano banal, também fazem parte desse mundo. Colaboração para a reunião de mais e MAIS CONTEÚDO.  E o internauta começa a ser protagonista nesta tal interatividade tão martelada até então.

A página com a sua cara no orkut já recebeu novos comentários, o amigo publicou mais um vídeo no Youtobe, a música nova do My Space publicada mês passado foi elogiada pela Madonna…impossível? Não é Web 2.0! Ui, me senti a publicitária com esse parágrafo à la Casas Bahia…Desculpem. É que enquanto digito aqui, olho meu e-mail ali, confiro as estatísticas do blog no Google Analytics, vejo vídeo novos no youtobe, altero meu perfil do orkut, altero minha foto no Snipshot, formato nova tabela de trabalho no Google Docs, blablablá.



Sociedade, cultura e novas tecnologias
Março 28, 2008, 3:20 am
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O termo cibercultura, como muitos da moda hoje, vem sendo banalizado em diversas instâncias das relações sociais. Assim como interatividade, sustentabilidade, pós-moderno e outros termos, cibercultura caiu na boca do povo para vender mais fácil, apresentar alto nível de informação das pessoas, ou mesmo para não dizer nada.

Por outro lado, o assunto em voga vem atraindo muitas pessoas que buscam através da pesquisa e da investigação chegar a conclusões realmente consistente sobre o tema do nosso presente.

Como tudo que interfere no cotidiano e se torna público, a cibercultura gera pessimistas e otimistas, mas segundo André Lemos, e concordo plenamente, isso acaba por neutralizar defesas e apontar os inimigos, afinal o que estamos vivendo é um fenômeno social, que mesmo que nos posicionemos apenas de um lado, acabamos por conviver nas suas possibilidades. A intenção então é vivenciar da melhor forma as facilidades e diluir as dificuldades (exclusão digital, substituição da máquina pelo homem, frieza nas relações, etc) de modo que como toda a tecnologia que se conviveu desde a pré-história fosse um acúmulo de resultados até chegarmos neste nível de evolução.

Poder fazer várias tarefas ao mesmo tempo através da internet, estar capacitado a controlar o próprio conteúdo de acesso, acessar, cada vez mais, novos instrumento, contatar com pessoas muito distantes fisicamente, produzir novas formas de cultura, tudo isso são fatos que ocorrem a todo o momento no meio cibernético, não são apenas apontamentos futuros. Aceitar a cibercultura dessa maneira, é admitir também a apropriação técnica do social.

A observação mensionada parece caótica para muitos, no entanto traz consigo também, possibilidades de novas configurações comunicacionais despolarizando o centralizado meio “emissor” de informação e produzindo novas possibilidades na rede.

Além disso, aceitar as novas tecnologias não é esquecer a centralização que o fenômeno da cibercultura ainda vive, com a minoria da população mundial tendo acesso à mesma. O fenômeno minoritário que vivemos diariamente em nossas casas, trabalhos, escolas, universidades, enfim, no nosso cotidiano impressindivelmente deve fazer parte da vida de todos, assim como muitos direitos básicos desrespeitados desde o princípio das civilizações. A luta, além de muitas outras não diretamente relacionadas à cibercultura, não deve cessar.