Para mim e para professores, estudantes de arte, pensadores , apreciadores e até para quem não entende muito do assunto, a arte provoca a revolução. De alguma maneira ela transforma, faz refletir, mesmo que inconsciente algo em nós. Depois de se deparar com alguma obra, o observador tem algum tipo de estranhamento, por mais insignificante que seja. Além disso, a arte é diferente aos olhos de cada um que a vê o que faz com que nem sempre se entende aquilo que o artista realmente sentia no momento da criação. É essa liberdade de provocações que a arte insita que faz com que algumas vezes ela seja banalizada e qualquer coisa possa se chamar arte.
A exposição File que teve a intenção de reunir tecnologia e arte em suas peças é uma prova disso. Qualquer coisa em termos tecnológicos, interativos e mecânicos foi chamado de arte. O que a meu ver pareceu muito mais uma mostra científica das inovações que a tecnologia proporciona, foi reunido em ”peças” de artistas de diferentes países para tentar mostrar que também existe arte através da tecnologia. Dessa última afirmação eu não tenho dívida, pode existir sim, mas o que vi lá pouco se aproximou de arte.
Salvo alguns projetos como o que Paula Perissinotto que consistia numa central telefônica ao digitar de uma tecla com uma atendente que nos fazia misturar a idéia de tecnologia e sentimentos conflituosos por meio dela, isso foi interessante. Isso provocou. A de Tim Coe com Metamorfque apresentou telas cheia e zooms inusitados de distanciamento e novas formações de imagens também foi instigador com a visão refetida dos níves de distância sobre as coisas.
De resto, nada passou de pura interação através de games e criações tecnológicas dignas da mostra de tecnologia da PUC e não do Santander Cultural. De qualquer forma foi importante para ver o quando ainda engatinhamos quando o assunto é arte, tecnologia e vice-versa.
Aí acima segue um desenho retirado do site de Banksy que mistura terrorismo poético com intervenções urbanas pelo mundo. Para falar de tecnologia e arte, achei que seria propício. Confere o site: http://www.banksy.co.uk/
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Gostei da dica e de tua visão crítica. A chamada ciberarte ainda pode render muito, acho o máximo essa integração.
Comentário de Gisele Abril 15, 2008 @ 7:10 am