ruminante’s Weblog


Um novo jeito de governar ou de olhar

Política na Intenet: A governadora do Rio Grande do Sul Yeda Crusius (PSDB) eleita em 2006 com 53,94%, 3.377.973 dos votos válidos dos gaúchos tinha em sua estratégia de comunicação o slogam carro chefe que prometia “Um novo jeito de governar”. Com o discurso que tratava de uma proposta diferencia dos governos anteriores no estado, sua campanha atingiu a opinião do público de maneira positiva.

Hoje a governadora do estado gaúcho infrenta uma crise política diante de ligações diretas com a corrupção no Detran, além de dívidas imensas deixadas pelos governos anteriores, violência da Brigada Militar gerenciada pela sua secretaria de segurança e a tentativa de diminuição dos gastos a partir de cortes das necessidades básicas da população como saúde e educação. Na internet: em blogs, vídeos do youtube, fóruns do Orkut as críticas ao “…jeito de governar” de Yeda crescem cada vez mais e chegam à ridicularização de sua imagem.

Numa democracia, a política esté diretamente ligada aos elementos imagem e reputação…neste caso, a governadora tem muito trabalho. Basta procurar por “governo yeda” ou “Yeda Crusiu” e o que aparecem são protesto em várias instâncias da população gaúcha. 

 



Falei, tá falado!
Junho 10, 2008, 8:46 pm
Arquivado em: Comunicação, Influenciadores na comunicação, Opinião pública


A Favorita nas eleições 2008

Mal o folhetim estreou e o telespectador já foi bombardeado de pitadas panfletárias de direita. Afinal, para tentar influenciar nas opiniões próximas das eleições e diminuir o número de prefeituras de esquerda, a Globo não poupa tempo. Talvez dinheiro… A novela que seria ambientada estrategicamente em Brasília não fossem os custos com a produção na capital federal, é gravada em São Paulo. Atitude louvável do ponto de vista de quem se deparava todas as noites com o Leblon, o Pão de Açucar e Copacabana há alguns anos.

Rola pela internet que a nova novela tem o apoio financeiro da Aracruz e da Votorantim. O que não é de se duvidar afinal, a trama gira em torno do império da celulose através de umgrande empresário (Mauro Mendonça) que teve um passado de esquerda em sua juventude e hoje está ainda longe daquele caráter ganancioso e frio dos típicos dirigentescapitalistas que a Globo já apresentou. Sua esposa, a atriz Glória Menezes é um humanitárias cheia dos projetos sociais em benefício dos “necessitados”. Lá vem o papo de responsabilidade social da iniciativa privada novamente…

E que é o inimigo íntimo do empresário? Tarcísio Meira que faz um personagem chamado de “Copola” típico sindicalista sujo, pobre e agitador. Homem que no passado disputou com o personagem de Mauro Mendonça o “amor” da personagem de Glória Menezes e perdeu. Ontem, já na primeira investida dos sindicalistas da empresa de celulose, Tarcísio Meira cai e tem uma fraqueza transparecendo de alguma forma que a luta já não é mais para sua idade. Afinal, em diálogo, o grande empresário argumenta: “O muro de Berlim já caiu há quase 20 anos! Chega disso!”.

Outro fato é no momento em que Lara, personagem de Mariana Ximenes ganha um belo cavalo de seu avô, o tal imperados da celulose. “Viu, até você que é de esquerda aceita admite os grandes prazeres capitalistas!” - diz o avô. E logo depois de um argumento leviano da personagem, ele segue: “Na juventude todo mundo é de esquerda, isso passa…”

E o personagem de Milton Gonçalves? O Deputado que quer se eleger pela 3ª vez e depende se seu pobre e miserável eleitorado…No primeiro discurso, as gesticulações e as palavras idênticas ao discurso de Lula  são até exageradas. E as estrelas amarelas distribuídos no material do candidato?

O bom foi saber que o primeiro de capítulo da novelinha refletiu a pobreza progressiva do ibope das novelas globais: “caracterísitcas das superproduções na estréia, a emissora quebrou sua tradição de exibir cenas típicas de uma superprodução, daquelas de hipnotizar o público com pirotecnias, imagens aéreas ou personagens em cenários luxuosos no exterior. Tudo foi muito pobrinho para o padrão de uma novela das oito.” - Folha de Sâo Paulo On Line

Enfim, muitos teóricos da comunicação dizem que é uma visão ultrapassada achar que a mídia manipula as pessoas e que isso ainda é muito baseado nos princípios da Escola Frankfurtiana, mas os grandes meios de comunicação ainda não desistiram…

 

Desligue a tevê e faça algo produtivo!



Jornalismo participativo - modismo ou idade de ouro da profissão?
Abril 29, 2008, 7:10 pm
Arquivado em: Cibercultura, Comunicação, Internet, Opinião pública, Web 2.0

Hoje, no Brasil, temos poucos exemplo do chamado jornalismo participativo, em maior parte da internet.
Em alguns anos, essa comunicação baseada na troca freqüente de informações e material com o público leitor, pode se tornar um novo seguimento de profissão para jornalistas da área. Por que, não?

Fala-se muito da ética jornalística que é quase ausente entre leigos que enviariam seu material audio-visual, textual ou auditivo em forma de notícia às empresas jornalísticas. Mas será que existe tanta ética assim por parte dos representantes da profissão? Na minha opinião, a diferença é que dos jornalistas exigiría-se bem mais quanto a isso.

Como participar? No site Globo.com existem algumas regras:

- O Eu-Repórter é um veículo de jornalismo participativo, para leitores que queiram contribuir com textos, fotos, vídeos ou áudios para o notíciário do Globo Online

- O Eu-Repórter não é um veículo de divulgação de trabalhos de jornalistas e/ou fotógrafos profissionais ou free-lancers

- O conteúdo enviado para o Eu-Repórter poderá ser publicado não só no site O Globo Online, mas também nos jornais O Globo, Extra, Expresso e Diário de São Paulo

- O Eu-Repórter só publica textos, fotos, vídeos e áudios noticiosos, nunca opinativos

- O conteúdo deve obrigatoriamente ser de autoria que quem o envia

- A publicação do conteúdo está sujeita a aprovação da equipe de editores do Globo Online

- Textos com palavrões; acusações pessoais desacompanhadas de provas; preconceitos de qualquer ordem; que promovam a violência ou que estejam em desacordo com as leis brasileiras não serão publicados

- Todos os textos, imagens, vídeos e áudios publicados serão assinados

- Os textos podem ter, no máximo, 2 mil caracteres, contando os espaços

- Os arquivos podem ter, no máximo, 10 megabytes

- Para enviar seu material, você deverá concordar com o Termo de Compromisso e Cessão de Direitos Autorais.

É possível que futuramente, assim como Overmundo, OhMy News!, Slashdot, CMI - Centro de Mídia Independente e o Wikinotícias, a idéia esteja bem mais difundida e aproveitada, e se nós quisermos - e não Deus - bem menos comercial.



Como pequenas coisas podem fazer uma grande diferença?

A história da Wolverine, uma desconhecida empresa de calçados nos EUA, que conseguiu atingir a venda de milhões de pares de um de seus produtos, o Hush Puppies, sem gastar nada com propaganda. Como e por que isso aconteceu se até fins de 1994, a quantidade desses produtos vendidos não passava de 30.000 pares por ano. A partir de 1995, algo surpreendente aconteceu: o número de vendas saltou para 430.000. No ano seguinte cresceu para 1.700.000 e em 1997 esse número aumentou ainda mais.

Comentando sobre os acontecimentos, o presidente da empresa confessou que sua companhia não tinha quase nada a ver com aquele fenômeno. O que aconteceu então?

A popularidade dos Hush Puppies se espalhou com muita velocidade. No início eram apenas algumas pessoas que usavam os sapatos na região de Manhattan, em Nova York. De repente, dois estilistas famosos decidiram utilizá-los em suas coleções de primavera e em seus shows. Sem intenção de tornar o produto da Wolverine uma tendência, eles ajudaram a criar uma nova moda. Em apenas dois anos, os Hush Puppies se tornaram famosos, e podiam ser encontrados nos principais shopping-centers americanos.

Gladwell chama isso de comportamento contagiante. As pessoas são infectadas por influenciadores que vivem em seu ciclo de relacionamento. No caso da Wolverine, os influenciadores infectaram as pessoas com o vírus Hush Puppies. Isto pode acontecer em várias outras situações.

Fonte: www.ricardopomeranz.com